Segundo
os Actos dos Apóstolos, Estêvão foi
um dos sete primeiros diáconos da igreja nascente,
logo após a morte e ressureição de
Jesus, pregando os ensinamentos de Cristo e convertendo
tanto judeus como gentios.
Segundo
Étienne Trocmé, Estevão pertencia a
um grupo de cristãos que pregavam uma mensagem mais
radical, um grupo que ficou conhecido como os helenistas,
já que os seus membros tinham nomes gregos e eram
educados na cultura grega e que separou do grupo dos doze
apóstolos. Também eram conhecidos como o grupo
dos 7. Foi detido pelas autoridades judaicas, levado diante
do Sinédrio (a suprema assembleia de Jerusalém),
onde foi condenado por blasfémia, sendo sentenciado
a ser apedrejado (Act, 8). Entre os presentes na execução,
estaria Paulo de Tarso, o futuro São Paulo, ainda
durante os seus dias de perseguidor de cristãos.
O
seu nome vem do grego St?fa??? (Stephanós), o qual
se traduz para aramaico como Kelil, significando coroa -
e Santo Estêvão é, de resto, representado
com a coroa de martírio da cristandade, recordando
assim o facto de se tratar do primeiro cristão a
morrer pela sua fé - o protomártir.
Durante
os primeiros século do cristianismo, o túmulo
de Estêvão achou-se perdido, até que
em 415 (talvez pela crescente pressão dos peregrinos
que se deslocavam à Terra Santa), um certo padre,
de nome Luciano, terá dito ter tido uma revelação
onírica de onde se encontrava a tumba do mártir,
algures na povoação de Caphar Gamala, a alguns
quilómetros a Norte de Jerusalém.
Gregório
de Tours afirmou mais tarde que foi por intercessão
de Santo Estêvão, que um oratório a
ele dedicado, na cidade de Metz, onde se guardavam relíquias
do santo, foi o único local da cidade que escapou
ao incêndio que os Hunos lhe deitaram, no dia de Páscoa
de 451.
O
culto de Santo Estêvão encontra-se associado
à festa dos rapazes nas aldeias de Trás-os-Montes,
integradas no ciclo de festividades do Solstício
do Inverno, no período que decorre do dia 24 de Dezembro
ao dia 6 de Janeiro, e que no passado pagão terão
sido dedicadas ao culto do Sol, num ritual em que intervêm
os caretos, as máscaras tradicionais do extremo nordeste
de Portugal .